outubro 10, 2009

No Meio do caminho...

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Drummond de Andrade

Na Revista de Antropofagia publicou, em 1928, "NO MEIO DO CAMINHO".

outubro 03, 2009

Saudade



Hei de viver feliz se acreditares,


Tu que, como fogo, em mim ardes,


Sempre que sozinho me deixares,


Que sempre de ti, amor, sentirei saudades,





Pois sem ti me sinto sem verdades,


Hei de viver bem se em mim confiares,


Sempre de ti, meu amor, sentirei saudades,


Deixas-me, pois segurar os teus pilares.





Linda minha, se inventares,


Tu que és diva de minhas realidades,


De deixar-me às minhas vontades,


Estarei contigo a respirar teus ares,





Ares campestres ou das cidades,


Se feliz me acompanhares,


Pelos céus e pelos mares,


Ainda assim, meu amor, de ti sentirei saudades.

Hadson José

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VOCÊ

Você


Nem das estrelas mais brilhantes viu luz tão ofuscante.
Mesmo que o espaço agora distante,
Faz-se de tristeza torturante.
Mesmo assim, tu me saíste apaixonante.


Da luz que outrora teus olhos ilumina,
Iluminou minh´alma. Fez-me perceber a menina,
Fiz-me escravo desta minha sina,
Imperatriz marcante da mente minha.


Do teu sorriso pude perceber,
Sem nem ao menos merecer,
Vi o poder de me fazer tremer,
Tal sorriso que me fez estremecer.


Quero contigo estar,
Fazer teu coração vibrar,
Com tua alma me encantar,
Ensina-la a essência do verbo Amar.




Hadson José

Meus pensamentos aturdidos


Meus pensamentos aturdidos,


Outrora certeiro no que queria,


Hoje já não sabe o que quer.


Viver na ausência de teu beijo,


E na visão de teu sorriso.





Meu sorriso, nos lábios, não se encontram mais.


Minha calma na alma não reina mais.


Perdido estou.


No labirinto de tuas mãos quero me encontrar.


Quero ser a parcela da tua vida,


E você ser a minha eterna flor.





Da clareza de tua pele quero o cheiro,


Apaixonar-me mais e mais,


Do teus olhos quero a certeza.


A vontade de estar e ser.





Dê-me a possibilidade da paixão,


Pois do amor, penso ser pura ilusão.


Quero contigo desvendar a arquitetura do amor,


Ser o mestre da obra de tua vida.





Construir a simplicidade de amar,


Ser o alicerce de teus sonhos,


A viga mestre de teus desejos,


A liga que une tua alma a minha.

Hadson José


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Este poema foi escrito pelo meu docente de Física. 



O Albatroz Azul

João Ubaldo - O Albatroz Azul


Depois de vencer a depressão e o alcoolismo, o escritor baiano ressurge renovado com o solar - e ótimo - O Albatroz Azul

Por Cristiane Costa

Sete anos separam o soturno Diário do Farol do solar O Albatroz Azul. Entre o último romance, publicado em 2002, e o mais novo, que chega às livrarias neste mês, João Ubaldo Ribeiro viu a vida lhe sorrir. Nesse período, o escritor de 68 anos ganhou o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa, teve seu passe disputado por várias editoras num vultoso leilão, saiu de uma profunda depressão e venceu o alcoolismo. Hoje, esbanja vitalidade e já fala até em parar de fumar. O humor que perpassa as páginas de O Albatroz Azul, uma volta ao universo e aos tipos inesquecíveis de sua lendária Itaparica, reflete esse momento. O escritor está de bem com a vida.
(...)

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