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dezembro 18, 2010

Canção do exílio - minha ^^

Não vou colocar toda a canção, pois ela não é completamente boa, não está assim... muito "bonita", mas a intenção foi bastante boa, para quem leu um post antigo... Eu disse que tinha um trabalho de escola para fazer, além de pesquisar as canções do exílio que nasceram a partir da pela obra de Gonçalves Dias... Eu tinha que criar a minha canção. Então.. Vou postar a primeira estrofe, esse poema já está velhinho, gente, deveria ter postado antes, mas, não sei, não o postei, acreditei que era feinho demais para ser colocado no blog. Mas, enfim... Irei ao que disse que ia fazer, aqui está minha estrofe - meu trabalhinho de escola. 

 Minha terra tem palmeiras
Onde gorjeia os gaviões
Essas aves usam meias
 Onde escondem os mensalões


Para quem não viu ou não se lembra da postagem que falei, aqui está o link: http://bezerraguimaraes.blogspot.com/2010/02/cancao-do-exilio-as-avessas.html

fevereiro 13, 2010

Canção do exílio às avessas

Eu estava fazendo uma pesquisa para a aula de Literatura... Além de criar minha canção do exílio tive que achar outras, eu adorei essa de Jô. Para entender é necessário saber do contexto político da época.
Para quem se esqueceu, não presenciou:
Dinda é a mansão de Collor e dizem que lá havia até água mineral em um dos lagos, PC = Paulo César Fárias, para saber mais sobre ele: WIKIPÉDIA



CANÇÃO DO EXÍLIO ÀS AVESSAS

Minha Dinda tem cascatas
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem coqueiros
Da ilha de Marajó
As aves, aqui, gorjeiam
não fazem cocoricó.
O meu céu tem mais estrelas
Minha várzea tem mais cores.
Este bosque reduzido
Deve ter custado horrores.
E depois de tanta planta,
Orquídea, fruta e cipó
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Minha Dinda tem piscina,
Heliporto e tem jardim
Feito pelas Brasil’s Garden
Não foram pagos por mim.
Em cismar sozinho à noite
Sem gravata e paletó
Olho aquelas cachoeiras
Onde canta o curió.
No meio daquelas plantas
Eu jamais me sinto só.
Não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.
Pois no meu jardim tem lago
Onde canta o curió
E as aves que lá gorjeiam
São tão pobres que dão dó.
Minha Dinda tem primores
de floresta tropical
Tudo ali foi transplantado
Nem parece natural
Olho a jabuticabeira
Dos tempos da minha avó.
não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.
Até os lagos das carpas
São de água mineral.
Da janela do meu quarto
Redescubro o Pantanal
Também adoro as palmeiras
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió.
Finalmente, aqui na Dinda,
Sou tratado a pão-de-ló
Só faltava envolver tudo
Numa nuvem de ouro em pó.
E depois de ser cuidado
Pelo PC com xodó,
não permita Deus que eu tenha
de voltar pra Maceió.