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novembro 06, 2011

Detalhes passados sobre coisas passadas


Eu faço como as pessoas: não escolho algo para olhar, eu passo o olhar sobre tudo.
Não escolho. O problema é que, talvez, algo tenha me escolhido e eu não dedico a este algo o tempo necessário. Sinto-me na obrigação. Sinto-me na vontade. Não escrevo por necessidade, como tantos, pois nem minhas magoas, alegrias, sei colocar no que escrevo e se coloco é porque a minha consciência – mesmo aos quinze anos – já me prega peças.
Eu sou o inevitável calar de bocas, sentidos e sentimentos. No entanto, sou aquela que fala, fala, sente, sente, toca.
Não me entrego, nem me devoto, mas amo. Amo as palavras não como quem ama alguém, mas como quem ama o próprio mundo.


02/01/2010



Escrevi por causa do meu conto A árvore e Lúcia.

PS. Tenho, hoje, 17 anos.

outubro 12, 2009

Pensamentos de Drummond de Andrade

"O homem vangloria-se de ter imitado o vôo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam."

"Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante."


"A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio."

"Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons."


"Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira."