dezembro 17, 2011

Meus últimos meses, postagem de Legião Urbana, meus estresses*


Não sei se estresses escreve-se como está no título do post, sério... Não sei, por isso que gosto do Google Chrome, ele diz quando estamos errados. Se houver erro, por favor, alguém me avise. ^^
Ah, eu nunca mais postei... Além da preguiça, eu não sabia o que dizer, tava bem complicado aqui dentro, achar algo em meio tantas coisas confusas estava - está - sendo difícil, não é à toa que esta postagem não tem cunho artístico, rsrs.
Agora tenho escrito mais composições, trechos, coisas como "musiquinhas"; coisas, digamos, impublicáveis. Impostáveis, talvez (rsrs).
Arghh! Que estresse esses dias, vestibular, neh?! Coisa complicada. Mas, tipo, estaria melhor se não tivesse errado na minha inscrição pra UERN, mesmo... Enfim, agora, se eu não passar, só próximo ano. :( Triste espera. Já começo a estudar segunda... Vê se me desestresso....
Sobre minhas últimas semanas, sou deputada mirim da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. É só colocar meu nome no Google, que aparece reportagens - a mesma, eu acho, rsrs - sobre mim. Minha primeira atuação na Assembleia foi dia 12, segunda-feira, e falei bastante na Tribuna. Se conseguir os vídeos, posto no blog. Ah... Sobre o que falei... Vejamos... Sim, acho que parecia uma comunista, citei Djalma Maranhão: "De pés no chão também se aprende a ler." Falei da China e sua superioridade em  relação a nós quanto ao assunto, pois lá muitos estudam, até nas províncias mais pobres, e, mesmo sob condições precárias, o ensino é de qualidade.
Enfim... Falei até de João Goulart, ou seja... daqui a pouco serei tachada de "comunista, comunista" .
Foi muito legal, descobri projetos incríveis com os meus colegas deputados. Um deles, em especial, tem a pretenção de ajudar a scomunidades quilombolas do estado, muito massa mesmo. Se conseguir o projeto, publicu-o no blog.
Ah, quanto à Legião... Poxa, tem um post bem velho, bem antigo... um que fiz quando trinha 13 anos e publiquei no blog, foi uma interpretação infantil de uma música de Renato Russo, não tem quase nada escrito, mas muita gente critica e comenta... Queria dizer pra essas pessoas que é só um pensamento de uma recém adolescente, nao é preciso dar tanta importância.
Ah, depois eu posto mais fotos dos deputados na Assembleia.



novembro 06, 2011

Detalhes passados sobre coisas passadas


Eu faço como as pessoas: não escolho algo para olhar, eu passo o olhar sobre tudo.
Não escolho. O problema é que, talvez, algo tenha me escolhido e eu não dedico a este algo o tempo necessário. Sinto-me na obrigação. Sinto-me na vontade. Não escrevo por necessidade, como tantos, pois nem minhas magoas, alegrias, sei colocar no que escrevo e se coloco é porque a minha consciência – mesmo aos quinze anos – já me prega peças.
Eu sou o inevitável calar de bocas, sentidos e sentimentos. No entanto, sou aquela que fala, fala, sente, sente, toca.
Não me entrego, nem me devoto, mas amo. Amo as palavras não como quem ama alguém, mas como quem ama o próprio mundo.


02/01/2010



Escrevi por causa do meu conto A árvore e Lúcia.

PS. Tenho, hoje, 17 anos.

setembro 24, 2011

Poema do amor comum



Mãos enlaçadas 
Mãos no vidro 
no apartamento 
ar quente da boca
que respira ofegante 
marca a vidraça da janela 
Lá fora poucas pessoas passam 
e algumas observam o amor...
quem ama sabe bem do 
calor das faces 
que se procuram
na escuridão
Mãos enlaçadas
corpos suados
molhados... 
A tempestade bate à janela
e, como se a natureza fosse uma coisa só, 
os corpos se amam – tempestuosamente 
Até até até 
O despontar da aurora 
O cheiro de amor rondando 
A neblina … o pouco Sol que já procura os amantes...
está com inveja da lua
acha que os corpos se amam mais de madrugada...
e que não vão se amar pela manhã
Mas, de manhã, o casal se procura, se reconhece...
(acende-se a chama)
pra fazer feliz o Sol 
que se aquece do calor dos amantes...
Inclinam-se os corpos... 
Faz-se a manhã...
para um dia em que os astros
celebram os signos vários 
da natureza bem-acabada 
do amor dos seres 
que ocupam no espaço 
o mesmo lugar. 

agosto 04, 2011

Clarisse - Legião Urbana


Estou cansado de ser vilipendiado.incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos,das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel,não se mexe,não se move
Não trabalha
E clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto,seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor,o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende,não me olhe assim
Com este semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever,como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente,ou inexistente
Nada existe pra mim,não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança é o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros,seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem quatorze anos

Espelho ou Caixa de Pandora


Picasso



Um dia um menino perguntou para outro menino:
- Já pensou se um dia o espelho resolvesse dizer a verdade?
E o outro menino respondeu:
- Ele já diz, mostra quem somos. 
- Não, você não entendeu... Já pensou se um dia o espelho nos descobre, diz quem somos... Já pensou se um dia ele conta nossos segredos? Nossas histórias na frente do espelho? Nossas conversas ensaiadas e nunca ditas? Já pensou?
- Não. Nunca pensei. Mas uma coisas é certa: todos os espelhos seriam quebrados. Há verdades que devem ser interiores mesmo.