fevereiro 20, 2011

Lobão em Natal - turnê Elétrico \o/



Estou muito feliz! Lobão estará aqui. ^^ Adoro Lobão, amo o seu jeito irreverente de ser, gosto de suas letras e acho que deveria estar numa melhor posição no cenário de nossa música. Às vezes penso que quando pensamos em música boa... a primeira imagem que nos vem é a de Chico Buarque; claro, é uma bela imagem... Sou louca por Chico e, muitas vezes, sinto uma inveja danada, pois ele tem no seu versificar um bocado de alma feminina, um bocado de alma masculina, um bocado de todo mundo, ou seja, ele coloca em suas músicas várias facetas humanas, vários casos... várias vidas, num lapidar incrível da alma. Há coisa mais bela que isso? Sei que se torna muito difícil comparar Chico com algum outro compositor, muitos acreditam que a comparação só fica cabível se for com Noel Rosa. Ah... Sei que cada um tem sua opinião sobre música... mas, muita gente diz: Noel? Ah... igual a Noel não há!
Sim... voltando a Lobão... Lobão é incrível, não gosto de ver as pessoas dizendo: não gosto de Lobão. Não gosto de Lobão... Ai... Lobão tem uma cara feia, um ar arrogante... Talvez, Lobão tenha sido o próprio causador dessa imagem rude que foi criada, entretanto julgá-lo apenas por ele ter fumado "drogas ilícitas" e falar o que lhe vem à cabeça... Ah, isso não me parece certo. A gente também precisa analisar a época, afinal  quando Lobão fumava, todo mundo estava fumando, e o que ele diz muitas vezes convém com nossa realidade, por exemplo, o tal "movimento": Peidei, mas não fui eu... isso é BRASIL, infelizmente. Lobão já foi plagiado, injustiçado, e agora está sendo processado; o seu jeito sincero de ser já lhe rendeu e rende muitos altos e baixos, será que não nos falta um olhar mais musical? Será que não deveríamos parar de avaliá-lo apenas pela sua "rebelde conduta"?


Sim.... ia me esquecendo, Lobão estará no Teatro Riachulo. 



janeiro 17, 2011

Amar, verbo intransitivo







Estava com vergonha de publicar, mas minha amiga insistiu e postou no blog dela um texto meu. Então, aqui está:


Desde o ano passado venho a me perguntar qual o sentido desta frase: Amar, verbo intransitivo, sei bem que Mário tem um romance com esse título e sei, também, que existe um poema de Drummond com o mesmo nome, mas... sim, venho a me questionar há tempos sobre o significado disso, colocava-o sempre para o lado gramatical: intransitivo -> não precisa de complemento... Só que construí, assim, um significado muito vago, nada "bonito" sobre aquilo que me "atormentava" tanto... Pensei, muitas vezes, que o amor seria algo que não precisava de complemento - nada perspicaz -, só que o que havia presumido é de uma sensibilidade mínima, afinal, o concluído foi: ninguém precisa do outro para amar, ama-se, somente, acreditei que o que queria dizer tal frase, ou melhor, filosofia, era que a gente não precisa do outro, o amor acontece para um e não necessariamente para dois. Resumidamente, a ideia era amor platônico, isto é, o amor não precisa ser correspondido.
Tudo isso foi pensado ano passado, depois abandonei tal ideia, esqueci-a, mas um dia desses... Voltei a filosofar: Amar, verbo intransitivo.

(...)

Continue a ler em: Tosqueira

janeiro 16, 2011

Conto - A árvore e Lúcia

A árvore e Lúcia

Há uma árvore perto de casa. Às vezes, ela aparece com umas folhas amarelas... Às vezes, um pássaro fica nela. Gosto de olhá-la. Perco a noção do tempo quando olho.
Minha mãe é que se incomoda, parece até que tem algum problema ficar olhando a árvore. Parece até pecado. Minha mãe diz assim:
–– Que isso, menina? Vai ficar olhando essa árvore o dia todo? Credo em cruz.
Não disse... Parece até pecado. Não faço nada de mais, só fico olhando. Que mal há nisso? Fico olhando... É que ela muda tanto, o vento que bate nela muda tanto, tem tanta coisa pra ver, mas o tempo parece curto.
Lá vem minha mãe...
–– Pelo menos você está fazendo alguma coisa de diferente... Escrever também é interessante, minha filha. Mas tinha que escrever perto dessa árvore? Lúcia, por que toda essa fixação?
–– Não é fixação, mãe... É só vontade.
–– Vontade? Mas de quê?
–– De poder colocá-la num quadro.
–– Então, por que você não faz um desenho?
–– A senhora não entende.
Lá se vai minha mãezinha; ninguém entende. A árvore é muito especial para mim, muitíssimo. Quando digo isso às pessoas, sempre perguntam: por quê? Ora, não aguento mais explicar... Não sei direito expressar. Minha professora já até falou para mim:
–– Lúcia, você precisa deixar de ser tão tímida e falar melhor, entende?
–– Não é timidez. É vazio que sinto às vezes.
–– Vazio?
–– Vazio... Não encontro...
–– Não encontra?
–– É, assim como a senhora que fica repetindo as palavras que digo.
–– Tente não ser muito subjetiva, minha querida.
–– O que significa isso?
–– Quando a gente não vai direto ao ponto. Fica rodopiando com as palavras, sem dizer, de verdade, o que a gente quer dizer.
–– Ah... Obrigada.
–– Agora, menos vazio.
Quando disse isso, minha professora suspirou. O que fiz? – foi o que me perguntei – Nada – foi o que pensei.
Minha árvore... Ora, ela não é minha... Acho que ela é como a rua, pois minha mãe diz:
–– Ai... Essa gente, não deveria jogar lixo na rua; ela é pública!
Acho que árvore é pública. Mas se é pública, por que ninguém a publica?
Ora... Tenho que parar com isso. A minha professora diz que eu brinco demais com as palavras. Deve ser isso... Misturado com a tal da subjetividade. Isso faz de mim assim. Por ser assim as pessoas ficam me perguntando as coisas. Ai... Deus sabe que não aguento mais tantas perguntas. Não posso ser assim?! Mas só me encontrei assim. Vai ver... É o vazio.
Vazio... Só pensei direito nessa palavra quando a professora foi me fazer aquelas perguntas. Vazio tem muito significado. Vazio de palavras, vazio de coração, vazio de imaginação, vazio de árvore me dá até uma dor no coração.
Olho a árvore desde criancinha... Só que a cada dia parece que fico mais tempo olhando... Deve ser essa a preocupação da minha mãe. Se o tempo aumenta tanto assim... Talvez um dia eu não faça mais nada da vida... Fique só olhando a árvore. Será que minha mãe pensa que vou parar de estudar? Ou, sei lá, pensa que eu não vou mais nem tomar banho? Não sei. Mamãe é muito preocupada. Ela deveria olhar um pouco a árvore.
A árvore é muito especial, só que as pessoas, quando passam por ela nem notam, nem veem. As pessoas andam rápido, falam rápido, pensam rápido, tudo rápido. Até que entendo... Tenho medo do tempo. Não! Acho que não é medo do tempo, é medo de não dar tempo. O que acontece de diferente comigo é que em vez de ficar passando o olhar pelas coisas como as pessoas fazem, eu escolhi uma coisa para olhar: a árvore.
Pensei – podem todos discordar: eu gosto muito de minha arvorezinha que vejo crescer desde pequenininha, então olharei o quanto puder para ela.
Simples? Acho bastante simples. Entretanto, há um grande problema: minha árvore muda a cada instante. Tanta coisa acontece, as folhas caem, bichos a furam e a fazem de abrigo, pássaros pousam, formigas sobem; tanta coisa acontece o tempo inteiro e eu fico imensamente pequenina perto desses acontecimentos. Não vou poder apreciar-lhe tudo, não posso! Não tenho poder sobre ela, mas ela tem um poder sobre mim. Eu conheço muitos detalhes e marcas que ela possui. Conheço tantas coisas, mas as coisas vão se tornando poucas, pouquinhas, nada. Ela muda e não há como acompanhar todas as mudanças. Isso me entristece um pouco, mas também me incita – aprendi esta palavra ontem, gosto de ficar lendo dicionário –, pois eu posso sempre me surpreender e não torna o que tenho para olhar chato. É mágico poder saber que ela muda. É triste não poder sempre ver, mas eu escolhi algo, algo para apreciar. Os outros escolheram passar por ela e não dar atenção. Os outros têm um detalhe para falar de cada coisa da vida, eu tenho vários para falar da árvore.
–– Lúcia, venha jantar!
Até mais, árvore.
Hoje, cheguei da escola mais cedo, estava chovendo muito; tantos raios e trovões impossíveis de acompanhar, tanta fúria. Quando eu cheguei, minha árvore estava caída no chão. Dediquei tanto tempo a ela e no final eu nem posso observar sua queda. Minha mãe quando eu cheguei a casa estava com um olhar triste como se ela tivesse perdido algo. Pensei: perdi a queda! Ter perdido a queda não me sai do pensamento, eu não estou triste por causa da perda de minha árvore, porém por causa da perda de um momento muito importante.
–– Lúcia, no mundo há muitas árvores bonitas para se olhar.
–– Obrigada, mãe. Achei que a senhora não gostasse de me ver olhando a árvore.
–– Ela era importante.
–– Especial.
–– Sim, muito especial.
No dia seguinte, bem cedinho, minha mãe estava lá fora olhando a árvore – que foi muito educada não caindo no meio da rua, mas na calçada e não era na frente da casa de ninguém, mas na frente do muro da escola.
–– Mãe, o que a senhora está fazendo aí?
–– Filha, você já tinha visto essa espécie de formiga?

02-01-2010

dezembro 18, 2010

Canção do exílio - minha ^^

Não vou colocar toda a canção, pois ela não é completamente boa, não está assim... muito "bonita", mas a intenção foi bastante boa, para quem leu um post antigo... Eu disse que tinha um trabalho de escola para fazer, além de pesquisar as canções do exílio que nasceram a partir da pela obra de Gonçalves Dias... Eu tinha que criar a minha canção. Então.. Vou postar a primeira estrofe, esse poema já está velhinho, gente, deveria ter postado antes, mas, não sei, não o postei, acreditei que era feinho demais para ser colocado no blog. Mas, enfim... Irei ao que disse que ia fazer, aqui está minha estrofe - meu trabalhinho de escola. 

 Minha terra tem palmeiras
Onde gorjeia os gaviões
Essas aves usam meias
 Onde escondem os mensalões


Para quem não viu ou não se lembra da postagem que falei, aqui está o link: http://bezerraguimaraes.blogspot.com/2010/02/cancao-do-exilio-as-avessas.html

dezembro 07, 2010

Clarice e meus pensamentos 1

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Estava a ouvir um trecho no YouTube de "Um Sopro de Vida", é de Clarice... Ouvi esta frase e fiquei toda pensativa:


"Deus não mata ninguém, é a pessoa que se morre."




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